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16 de out de 2014

RESENHA: American Horror Story: Freak Show

Semana passada começou a nova temporada de American Horror Story. Diferente de The Walking Dead, que logo que o episódio saiu eu vim escrever uma resenha, para Freak Show eu esperei o segundo episódio sair para vir.

Em uma série de TV convencional, quando uma nova temporada estreia você já sabe mais ou menos o que esperar: você já conhece os personagens, já sabe como é cenografia, figurino, trilha sonora, já sabe do que os atores são capazes e tem até uma noção de como a história será. Mas American Horror Story não é uma série de TV convencional. Ela é uma série antológica: cada temporada é uma história nova, uma nova fotografia, trilha sonora, novos cenários e figurinos e os próprios atores estarão fazendo algo diferente. Em suma, cada temporada de American Horror Story é uma série única e por esse motivo hesitei em vir fazer a resenha de imediato justamente por ainda não ter uma opinião formada sobre a nova série (a.k.a. temporada).



A primeira temporada (em retrospecto chamada de Murder House) me prendeu. A segunda temporada, Asylum, elevou American Horror Story para o topo da minha lista de séries favoritas. Coven, a terceira temporada foi ótima em vários aspectos mas, em minha opinião, foi fraca em muitos outros.

Vou começar comentando sobre a sequencia de abertura. Desta vez a música tema recebeu uma nova mixagem, junto ao tema convencional foi acrescentado uma "música de carrossel". Ainda tenho pensamentos ambíguos sobre essa versão da música: ela tem o clima da temporada, mas a original tem uma pegada mais assustadora. Desta vez a abetura é feita em stop-motion e computação gráfica. Me lembrou um pouco o clip Insanity da banda Oingo Boingo. Sou mais tradicional e prefiro as partes em stop-motion, se a abertura fosse toda com essa técnica, sem o CG, o efeito teria sido muito mais forte. De início também a achei bastante sexualizada... mas depois de pensar um pouco, cheguei a conclusão de que American Horror Story tem essa conotação sexual em todas as temporadas. 

Freak Show parece ter pegado o que as temporadas anteriores tinham de melhor e costurar de forma coerente. Apesar de não ser claustrofóbica como Asylum, o quarto ano da série consegue ser pesado que nem ela. Usando trilha sonora de filmes de horror dos anos 50, as cenas sempre tem um clima pesado - as vezes isso chega a ser exagerado e em diálogos cotidianos a trilha sonora parece criar conflito aonde não tem. Em contra partida, Freak Show não abandonou a leveza que a temporada anterior tinha, até um certo humor ainda é presente e os espetáculos do circo ajudam a balancear o tom da série e tudo está orgânico. Você passa de uma sequência pesada para uma sequencia leve sem sentir uma ruptura (como eu sentia em Coven).

O que mais me incomodou em Coven era a história fragmentada. Alguns eventos aconteciam e eles não pareciam ter efeito na continuidade, não causavam consequencias. Alguém morria e os personagens não pareciam ser afetados por isso, parece que nem chegavam a ter conhecimento mesmo morando na mesma casa. Outro problema é que alguns personagens eram "esquecidos" em alguns episódios, os núcleos não cocatenavam. Parecia que os roteiristas tiveram uma porção de ideias e foram jogando elas no papel sem amarrar direito.

Freak Show não dá ponto sem nó. O show tem uma enorme quantidade de personagens, mas eles estão sendo apresentados aos poucos: no núcle principal fomos apresentados à Elza, Dimmy, Betty e Dot. Ao redor desses personagens orbitaram a Ethel Darling., Dandy e Gloria Mott e, por fim, o antagonista da temporada, o palhaço Twisty. No segundo episódio, foram apresentado Desiree Dupree e Dell Toledo. Mas a introdução desses novos personagens serviram para aprofundar os outros personagens que já haviam aparecido. A história está sendo desenvolvida de forma sólida, como uma coisa só e não como aquela história relaxada de Coven.

Uma coisa que está me incomodando um pouco é a ausência de flashbacks ou flashfowards. Todas as temporadas oscilaram entre "dois tempos": Murder House era no "presente" e tinha flashbacks no passado na casa. Asylum era no passado e tinha flashfowards no "presente" com o Bloody Face. Coven era no "presente" e tinha flashbacks no passado mostrando Leveau e Lalaurie. Freak Show até o momento apenas curtos flashbacks de coisas que aconteceram em semanas ou dias passados. Mas ao menos a história não se perdeu.

Da forma que está sendo feito, a curiosidade aumenta para saber sobre o que vai acontecer com os personagens e também o passado deles. Todos os personagens estão sendo construídos de forma a terem uma profundidade de abismo. Todos tem um lado bom e um lado ruim, tem seu lado freak e seu lado normal. O que aconteceu com Elza no passado? O que aconteceu com Twisty no passado? Sarah Paulson está incrível na caracterização de Betty e Dot - as gêmeas possuem personalidades distintas e ela retrata as duas de forma magistral.

O efeito visual na caracterização das irmãs está ótimo. No começo achei um pouco... estranho. É exatamente isso, ver duas cabeças em um corpo só causa estranheza dá um bug no cérebro e a gente chega a pensar que os efeitos estão ruins. Mas a verdade é que eles cumprem com o prometido de maneira bastante satisfatória.

Ainda preciso comentar sobre a fotografia e direção. Pela primeira vez as cores estão "vivas". Existe muita cor, muita luz, é um lado que a série ainda não havia explorado. A cenografia não foge muito do que se espera de um circo, mas a casa de socialite Gloria Mott é de tirar o fôlego. É um cenário visualmente requintado, amplo de uma forma a mostrar a fortuna da família Mott e, ao mesmo tempo, essa amplidão do cenário distancia os personagens reproduzindo a distância sentimental entre a mãe e o filho.

A direção do primeiro episódio coube ao Ryan Murphy (co-criador da série) e ele tem um estilo bastante... plástico. Ou melhor, cliché. O segundo episódio já é dirigido por Alfonso Gomez-Rejon, o diretor que mais se encaixa na direção da série (na minha humilde opinião). Rejon é ousado, movimenta a câmera livremente de maneira vertiginosa, escolhe ângulos incomuns, estiliza a iluminação, aproveita o cenário. Estou na torcida para que os demais episódios continuem sendo dirigidos por ele.

Freak Show está com todos os elementos para me fazer lembrar porque American horror Story está no topo de minhas séries favoritas. Estou ansioso no aguardo dos próximos episódios.

P.S.: De acordo com Ryan Murphy, nesses dois primeiros episódios já estão as dicas para o tema da sexta temporada. Hora de começar as especulações.

13 de out de 2014

RESENHA: The Walking Dead - No Sanctuary

A série da AMC, The Walking Dead, retornou neste último domingo e bateu recorde de audiência, com 17,3 milhões de espectadores a quinta temporada chegou mostrando porque a cada ano que passa a audiência aumenta cada vez mais.



[CONTÉM SPOILERS]

Enquanto as temporadas anteriores tinham um lapso temporal entre elas, o primeiro episódio da quinta temporada, No Sancturary, começa exatamente onde o último episódio da temporada anterior havia parado e é ação do começo ao fim.

Na 4° temporada, os personagens são obrigados a sair da prisão onde estavam residindo e decidem ir ao Terminus, um local com promessas de segurança mas ao chegarem lá percebem que a promessa não era verdadeira, dando inicio ao arco das HQs com os caçadores e canibais. No Sanctuary toma uma direção diferente da HQ e não fica claro se a parte dos canibais vai se resumir apenas ao primeiro episódio ou se voltará no decorrer da temporada. De qualquer forma, é um início bastante tenso para o novo ano do show, inclusive uma espécie de easter egg para quem lê os quadrinhos - certamente quem lê os quadrinhos deve ter achado que Glenn iria conhecer Lucille antes da hora.

Com quase todos os personagens em um mesmo local o desenvolvimento deles poderia ficar comprometido, sem que cada um tivesse seu tempo em tela. Mas isso não aconteceu, os roteiristas foram felizes na decisão de mostrar todos personagens do Terminus como um só: O Grupo. Todos os personagens são uma célula de um organismo que é o todo. 

Enquanto isso, Tyreese é desenvolvido mostrando sua trajetória para superar um trauma (que eu não lembro o que causou e o episódio não se deu ao trabalho de recapitular). Mas a maior estrela é Carol. Carol não é mais a mulher frágil que apanhava do marido na primeira temporada, não é mais a mãe que chorava pela perda da filha da segunda temporada. Agora Carol é uma guerreira: luta, faz o que é preciso pra sobreviver. Sem dúvida ela é uma personagem que teve um ótimo desenvolvimento nesses 5 anos do programa. Beth ainda não apareceu e seu paradeiro é algo que todos estão ansiando saber.

The Walking Dead teve um bom retorno, um episódio bastante intenso - cheio de tensão e cheio de ação. Mas a série tem uma tendência de começar bem e depois estagnar em episódios cheios de enrolação para só mais para frente engatar de novo. Espero que desta vez todos os episódios consigam ser tão bons quanto o primeiro.

8 de out de 2014

AHS: Freak Show videos mostram as aberrações

A nova temporada de American Horror Story começa hoje e durante a semana foram lançados vídeos mostrando as "aberrações", os atores com "deformidades" reais que compõem o elenco. Os depoimentos são bastante emotivos e inspiradores, são uma lição de superação contra uma sociedade que julga pelas aparências.


Rose Siggins

Mat Fraser


Erika Ervin

Jyoti Amge






3 de out de 2014

Playlist da Semana #27

O blog voltou a ativa, aos poucos os acessos estão aumentando (obrigado pra quem visita o blog!) e o quadro Playlist da Semana continua firme e forte e chega a sua vigésima oitava edição. Dessa vez a playlist traz muitas canções de álbuns que foram lançados nesse quase-um-ano que as coisas ficaram paradas por aqui e tem uma ou outra antiga que foram descobertas a pouco tempo por mim. Lembrando que lá em baixo do post tem o nome do artista, álbum (os que eu sabia ou lembrava) e o nome da música, mas. Agora é só dar play e requebrar até o chão.

Playlist da Semana #22
Playlist da Semana #23
Playlist da Semana #24
Playlist da Semana #25
Playlist da Semana #26



2 de out de 2014

IAMAMIWHOAMI lança duas novas músicas

Durante o tempo que o blog ficou parado o projeto audiovisual da sueca Jonna Lee, Iamamiwhoami, começou uma nova fase, a fase BLUE, que terá 10 canções (das quais 7 já foram lançadas) e o álbum sendo lançado dia 10 de novembro.

Hoje a cantora lançou dois novos vídeos-músicas: Thin e Chasing Kites. De acordo com a wikipedia, as próximas três canções serão lançadas dia 7 de novembro, incluindo Shadowshow, canção que já havia sido tocada ao vivo no In Concert.



1 de out de 2014

Veja a abertura e o trailer da nova temporada de American Horror Story

A uma semana da estreia de American Horror Story: Freak Show a divulgação começa a ficar mais agitada. Hoje foi liberado o vídeo com os créditos de abertura e devo dizer: muito bizarro. A música tema recebeu uma nova mixagem, com um outro tema ao fundo, bem música da carrossel. Ficou legal, mas tiraram um pouco dos barulhos que o tema original possui, deixando mais suave o que diminuiu a tensão da abertura. 

O vídeo em si é bastante diferente das aberturas anteriores. Me lembrou o videoclip Insanity da banda Oingo Boingo e, na minha opinião, se ele tivesse sido feito todo em stop-motion e menos computação gráfica, teria ficado muito mais assustador.

O primeiro episódio, Monsters Among Us, ganhou um trailer e nele podemos conferir o trabalho de efeito especiais e visuais na composição das gêmeas siamesas interpretadas pela Sarah Paulson. O clima de circo está bastante presente e também a tensão que as criaturas criam na cidade. O palhaço assassino também dá as caras e parece medonho. 

Além disso o cocriador da série, Ryan Murphy, informou que o episódio de abertura terá 90 minutos de duração! Quase um episódio duplo. Outra informação é que haverá um cover de Lana Del Rey feito pela Jessica Lange, mas não se sabe se será no primeiro episódio da temporada.




A Saga Crepúsculo terá novos filmes

A tão criticada Saga Crepúsculo havia chegado ao final em 2012 com o filme Amanhecer Pt.2 e muita gente deu vivas. Li só o primeiro livro (e não achei ruim) e devo admitir que tenho certa admiração pelo primeiro filme e pela primeira parte da Amanhecer, acho a fotografia de ambos bastante interessante.

Agora a Lionsgate juntamente com a escritora Stephanie Meyer anunciaram que um concurso vai reviver a saga numa série de cinco curtas para o Facebook. The Storytellers - New Creative Voices of The Twilight Saga, será um concurso que vai escolher 5 diretoras para dirigir cada um dos curtas o júri para selecionar as diretoras será composto pelas atrizes,  Kristen Stewart, Kate Winslet, Julie Bowen , Octavia Spencer, a roteirista Jennifer Lee e Cathey  Schulman, a presidente da  Women in Film.

Acho interessante a proposta, a mulher ainda é bastante inferiorizada na indústria cinematográfica. Espero que esse concurso ajude a dar mais reconhecimento para as mulheres. A única coisa que não ficou muito claro ainda é se precisa ser alguém formado na faculdade de cinema ou se qualquer uma vai poder participar do concurso... de qualquer forma, espero que quem quer que ganhe seja visionário, ao estilo de Floria Sigismondi (uma das minhas diretoras favoritas).


Zumbilândia terá continuação

Lembra daquele filme de 2009, Zombieland? Aquele que tentou ser um novo Todo Mundo Quase Morto de 2004. Aquele que pra mim não assustava como filme de terror e não fazia rir como filme de comédia. Aquele filme que teve uma série de tv em 2013 - mas era tão ruim quanto o filme e acabou fracassando e não saindo do episódio piloto e fazendo com que o diretor xingasse muito no twitter.

Pois então, foi anunciado que a continuação vai acontecer. Dave Callaham (Godzilla) foi contratado para escrever o roteiro enquanto Ruben Fleischer volta pro cargo de diretor. A continuação estava nos planos do diretor a muito tempo, em 2011 ele disse que o que estava atrapalhando a produção do filme era a agenda do elenco - motivo pelo qual a série tinha atores diferente interpretando os personagens principais. Depois do fracasso que foi esse episódio piloto em 2013, achei que eles houvessem abandonado a ideia de uma continuação... infelizmente isso não aconteceu.

Apesar de Zombieland ter uma nota de 7,7 no IMDb (não sei como!), a sequencia demorou e a série pode ter sido um indício de que não é isso que o público está querendo. Nos últimos anos os zumbis se tornaram um pouco saturados: é The Walking Dead, Guerra Mundial Z, Resident Evil, Meu Namorado é um Zumbi, entre outros. 

Enfim, não há previsão de estreia nem informações se o elenco original volta para seus personagens. Sou só eu que não gostou de Zombieland?