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23 de dez de 2011

CRÍTICA: IMMORTALS

Título: Imortais 
Título Original: Immortals
Direção: Tarsem Singh
Roteiro: Charley Parlapanides, Vlas Parlapanides
2011 - 110 min. Ação/Drama/Fantasia
Estrelando: Henry Cavill, Mickey Rourke e Freida Pinto

Meu indiano favorito, Tarsem Singh, conseguiu mais uma vez. Três filmes e três vezes seguidas ele me deixou sem fôlego. Com A Cela (The Cell -2001) ele dilatou minhas pupilas, em Dublê de Anjo (The Fall - 2006) me fez chorar que nem uma criança e agora com Immortals me deixou todo urinado.

Sou todo elogios ao filme que não me decepcionou nem ficou abaixo do esperado em momento algum. Tarsem tem a capacidade de dar uma visão incrivelmente realista não importa o quão fantasiosa e surreal a história seja. A direção dele fundida com os figurinos desenhados pela Eiko Ishioka transformam o filme em uma obra de arte.



A história começa com Hyperion, um cara que depois de ver sua família morta fica desacreditado nos deuses do Olimpo decide fazer um inferno para deixar sua marca na Terra e consagrar seu nome na História e se tornar imortal. Ele também quer libertar uns Titãs no tempo livre. Para libertar os titãs ele precisa do arco do Hank da Caverna do Dragão Épirus - que infelizmente está desaparecido.

Na tentativa de descobrir o paradeiro do poderoso arco ele vai atrás da Oráculo Fedra e para no caminho para massacrar uma vila. E é ai que Teseus entra na história. Ao matar a mãe de Teseus, Hyperion arrumou um carinha que vai aprontar várias confusões para colocá-lo em encrenca. Teseus se alia a Oráculo e mais alguns amigos e partem para a vingança.

A história é bem desenvolvida, possui um ritmo ótimo conseguindo balancear as cenas de ação, as cenas de desenvolvimento do enredo e numa história tão densa o humor entra de forma madura e nada forçosa através de Stavros que cria um humor inteligente que dão quebra o clima do filme.

Immortals revive os ideais gregos de arte: equilíbrio, harmonia e perfeição em que tudo isso surge do caos. Os personagens são bem desenvolvidos e com poucos minutos em cena o perfil de cada um já é definido e o espectador consegue sentir empatia ou antipatia pelos personagens logo de início.

Cenários e figurinos característicos do Tarsem. Vale a pena prestar atenção nas roupas do Hyperion e de seus soldados. Elas são um mistro de animal e planta carnívora dando um ar animalesco e selvagem, irracional. O visual perfeito para um povo tão cruel que não tem medo de matar de forma covarde.

Tarsem traz para seu filme muitos atores de pouco destaque em Hollywood mas que sabem atuar muito bem e nenhum faz feito em Immortals. A trilha sonora funciona muito bem e dá um brilho especial as cenas sem trazer a atenção para si.

Nunca havia visto Tarsem trabalhar com grandes sequências em computação gráfica e ele fez muito bem seu trabalho e apresentou um CG de ótima qualidade e uma fotografia que lembra bastante as pinturas de Caravaggio - o filme tem um visual próprio e muito original, não lembrando nada 300 como muitos acusaram quando saiu o trailer.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção e foi uma grande surpresa foi a sonoplastia do filme. Os efeitos sonoros me arrepiaram e fizeram o cinema tremer por diversas vezes, abusaram dos sons altos e graves que deram o tom de grandiosidade do épico. Mas nem só de BUNS!  o filme é feito e a sonoplastia também nos leva para perto dos personagens com sons sutis e baixos, recomendo prestarem atenção na sonoplastia de todas as cenas do Teseus depois que os titãs são liberados. 

Immortals é um filme magnífico. Sem mais. Agora é esperar o DVD e esperar Mirror, Mirror - o próximo filme do Tarsem.

Um comentário:

  1. Gostaria de ter visto esse filme e acabei que não vi. =/ Agora é esperar sair o dvd...

    Ótima crítica Salem.

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