Cá estou eu, convidada pelo Salem, a escrever pro blog dele. É uma baita responsa, afinal ele é o mestre das coisas underground, eu já estou lá no topo do mainstream. Quando fui convidada pensei no que iria escrever, minhas referências se não velhas, já são bem mofadas por assim dizer. Sou fã dos anos 60 e 80 no geral, então espero trazer um pouco das gerações passadas pra cá.
Me chamo Carolina, mas o Salem me chama de Nina (porque éramos de uma comunidade sobre As Crônicas de Nárnia há alguns anos e era assim que eu me apresentava por lá), estou nos 27 do segundo tempo e moro em Santos/SP. Como disse, sou louca por cultura dos anos 60 e 80, embora eu até goste de coisas mais atuais (Harry Potter e Uma Família da Pesada, por exemplo). Sou colecionadora fervorosa de discos em todas as suas diversidades: CDs, LPs, mídia digital, e, se eu achar, até K7s. Gosto de colecionar filmes também e alguns livros. Aliás minha estante é bem cheia de livros... mas a maioria tem espiritualidade como tema. LOL pra mim, né?
Também sou ávida colecionadora de bugigangas como bonecos. Auge da minha loucura foi passar 2011 comprando aqueles bichinhos do My Littlest Pet Shop. Gosto de tatuagens (acho que já tenho umas 9), de qualquer coisa com a temática espiritualidade (leia-se aí Bruxaria), tenho uma banda chamada Bacchus (que faz música psicodélica), e de gatos. Sou louca por gatos.
Minha banda preferida se chama XTC (ouçam); meu filme favorito deve ser algum do John Hughes, e meu livro favorito é o terceiro volume de Fronteiras do Universo, A Luneta Âmbar. Gosto também de qualquer coisa que seja muito colorida e de desenhar. Ah, e podem me bater, mas sou fã de Cavaleiros do Zodíaco - E NÃO! Não sou otaku.
Espero contribuir com coisas bem legais e que o Salem não me expulse daqui. Salem, te amo viu? SAVE FERRIS E LONG LIVE JOHN BENDER!
Você que nasceu nos idos dos anos 80, com certeza já assistiu aqueles pastelões todos da Sessão da Tarde. Eu mesma só vim a conhecer muitos filmes dos anos 80 que adoro através dela (acho que a única coisa televisiva brasileira que realmente acrescentou algo na minha vida, mas enfim...). Se você, como eu, já passou suas tardes pós-escola assistindo a Sessão da Tarde, um dia deve ter visto o filme Curtindo a Vida Adoidado. ("Tá, pera... Mas não era O Clube dos Cinco?" Calma!)
Curtindo a Vida Adoidado, que vai merecer um post só dele e que você com certeza já viu (lembra daquele filme da parada no meio da rua com Twist And Shout dos Beatles? Esse mesmo.), é um dos filmes mais bem-sucedidos do diretor americano John Hughes. Hughes era um mestre na arte de entender exatamente o que se passava com os adolescentes: ele pensava como um e conseguia passar todas as neuras e problemas pros seus roteiros. E um, dentre os inúmeros que ele escreveu, que conseguia mostrar bastante a problemática de ser adolescente foi O Clube dos Cinco.
Pra não dar muito spoiler e deixar você se divertir com os acontecimentos desse filme divertidíssimo, a estória é a seguinte: cinco estudantes aprontaram, cada um algo diferente, na escola, e têm de passar o sábado inteiro em detenção. São eles: Claire, a princesa; Andrew, o atleta; Bender, o 'marginal'; Allison, o caso perdido, e Brian, o cérebro. Nenhum deles se dá muito bem nem tampouco se conhecem a fundo, com exceção dos dois populares, a princesa e o atleta. O filme começa com uma baita tensão já vinda do diretor da escola, Sr. Vernon, que já deixa claro que não quer ninguém nem respirando mais alto e que eles têm de fazer uma redação gigantesca dizendo quem eles eram. De início todos se sentem completamente deslocados, afinal ali ninguém se conhece direito e de bônus ainda terão de passar quase 8 horas juntos sob o mesmo teto. Conforme o tempo vai passando eles começam a tentar uma aproximação, e geralmente todas as tentativas de conversa (embora mais para bullying do que qualquer outra coisa) partem de Bender. Bender é tão carismático que passa a virar meio que um queridinho dos outros quatro, a ponto de acobertarem ele em todas as coisas erradas que ele faz. As horas passam e um começa a querer conhecer mais do outro, entender porque foram parar lá, como pensam, o que sentem. Isso culmina na cena mais sensacional do filme, com todos sentados num lugar da biblioteca onde estavam cumprindo a detenção, botando para fora todos os seus problemas e questionando exatamente o porquê de ninguém ali poder ser amigo e se falar na outra semana. A música tema do filme Don't You (Forget About Me) (em português, 'Não Se Esqueça de Mim') dos Simple Minds foi inspirada nessa questão: será que vocês vão esquecer tudo o que se passou nesse sábado e virar as costas um pro outro?
Cena clássica (se viu, lembrou qual filme é?).
Hughes nunca deixou bem claro o que se passou depois daquele sábado de detenção. Há quem especule que todo mundo tenha até conseguido virar amigos, outros dizem que isso é impossível visto que cada um ali faz parte de uma 'panelinha' diferente. Tendo conseguido vencer as diferenças ou não, tendo virado amigos ou não, o lance é que no final bate uma certa tristeza porque você com certeza vai se identificar com algum deles e chorar com eles. Provavelmente vai se lembrar daquele tempo na escola em que você quis se encaixar num grupo sem muito sucesso e vai ficar pensando "Será que eles conseguiram?"
Para quem adora filmes dos anos oitenta, em especial os roteiros mais teens do Hughes como eu (e olha que já estou com quase 28 anos), essa é uma ótima pedida e com certeza você não vai se arrepender de nenhum minuto. Tem drama, tem comédia, tem ótimas atuações, e acima de tudo, tem profundidade. Cada personagem ali é explorado em toda sua essência, sem superficialidade nenhuma, e é isso que faz de John Hughes um dos gênios da temática adolescente, sem parecer idiota como a maioria dos roteiristas e diretores atuais, que vêem a adolescência como algo bobo, onde a menininha sensível sempre termina com o gostosão da escola. Assista, e tire suas conclusões.
Fiquei doente essa semana e por isso a Palylist deu uma atrasada mas, para sua infelicidade, ela chegou! Fiquei doente, acabei perdendo uma prova por isso, estou com uma tosse insistente e ainda assim estou mais bem humorado que semana passada e isso se refletiu na playlist de hoje.
Novamente não estarei colocando o nome dos cantores, música e álbum por preguiça. Quem quiser saber sobre alguma música é só perguntar nos comentários que eu respondo.
Saiu um novo poster do filme O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. A arte que mostra o mago Gandalf chegando ao Condado (uma imagem que remete a uma das capas da edição única de O Senhor dos Anéis) foi feita para divulgar o filme na Comic Con desse ano, aonde o longa terá painel e é uma das atrações mais esperadas.
O Hobbit narra eventos que acontecem 60 anos antes dos vistos em O Senhor dos Anéis, mostrando como o hobbit Bilbo Bolseiro consegue roubar o Anel do Poder da criatura Gollum, durante a viagem que ele faz com o mago Gandalf e mais doze anões para recuperar um tesouro roubado pelo dragão Smaug.
Embora O Hobbit seja apenas um livro, a história será contada em dois filmes (tudo por dinheiro): O Hobbit - Uma Jornada Inesperada (com estreia marcada para dia 14 de dezembro desse ano) e O Hobbit - Lá e de Volta Outra Vez (com estreia marcada para 13 de dezembro de 2012). Os dois longas foram gravados simultaneamente ao longo de 266 dias de filmagens que terminaram hoje. Assim como a trilogia do anél, O Hobbit é dirigido pelo aclamado (não por mim) Peter Jackson.
Em julho havíamos anunciado que o sexto single do álbum Ceremonials, o segundo da banda Florence + The Machine, lançado em 2011, seria a canção Breaking Down. Essa semana finalmente saiu o clip dirigido por Tabitha Denholm (que já havia dirigido diversos outros clips do grupo).
O vídeo foi gravado durante a última turnê da cantora com uma câmera Super 8, dando um clima vintage, bem na moda devido aos clips da Lana Del Rey, mas como já era de se esperar, Florence fez muito melhor...