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4 de jan. de 2022

Doze homens em um ano - por Carlos Francisco de Morais

Como promessa de ano novo para 2022 eu decidi que vou escrever uma pequena crítica para cada livro que eu ler. Farei isso como uma forma de passar mais tempo com a obra, me ajuda a memorizar um pouco melhor a história e o registro servirá para consultas futuras caso necessário porque tem livros que eu li e me recordo um total de nada da história... 
 
Não tenho objetivo de fazer uma análise profunda pautada em textos teóricos cheias de referências e conexões dignos de serem referências de trabalhos acadêmicos. Farei alguns parágrafos totalmente baseados no meu sentimento naquele lugar e momento no tempo (portanto posso ser muito cruel ou muito afável com a obra dependendo do meu humor e essa opinião pode mudar com outra releitura em um momento diferente - com é normal em qualquer obra que a gente leia). 

Então caso você não concorde com o que eu escrever não leve para o lado pessoal. Divergências de opiniões é normal e eu adoraria que você, leitor deste blog, escrevesse um comentário apontando suas discordâncias (ou mesmo concordando também) e assim possamos ter um diálogo e talvez eu até veja a obra por outro ângulo e passe a gostar mais (ou menos). 


O primeiro livro do ano foi Doze homens em um ano, escrito por Carlos Francisco de Morais. Esse é o segundo livro que eu leio dele e já fica claro algumas características do autor: amor por São Paulo, personagens apaixonados por coisas "chic", com um repertórios de "cultura erudita", muita referência a música, pintura, teatro, etc.

Doze homens em um ano é narrado pela protagonista Ariane, uma jovem mulher negra bem-sucedida com uma empresa de perfume que vem de uma origem pobre mas que vence na vida. Acompanhando a vida da protagonista durante um ano do Réveillon de 2018 até o Réveillon de 2019. Nesse periodo vemos a relação dela com um homem diferente a cada mês.  A história é permeada por pornografia, com várias cenas de sexo (bem explicitas e narradas com muitos detalhes), contudo há homens na vida da personagem que não são objetos sexuais: seu pai, seu irmão, um professor de francês... mas o restante é tudo putaria. 

De forma geral o livro não me agradou. Como conheço o Carlos (foi meu professor do Curso de Letras) eu conheço muito da personalidade dele (que é bem peculiar) e muito do que ele escreve é permeado por suas preferências. Entretanto, a personalidade dele é uma exceção e em seus livros ela vira regra para todo mundo e isso faz a narrativa soar muito artificial.

E falando em soar artificial: a linguagem usada pela protagonista soa como um giz arranhando o quadro-negro pra mim. É muito perua com suas expressões (migxs), sua grafia estilizada (phyna) e vocabulário nem um pouco comum na fala (FDS para final de semana... se fosse em uma mensagem de texto, ok. Mas quem fala assim?). E intercalando com essa linguagem rasa temos momentos que beiram a narrativa poética (para mim fica extremamente bem definido quando é a Ariane falando e quando é o Carlos). Nesses momentos que a linguagem se torna mais rebuscada e trabalhado o livro fica muito bonito. Daria pra usar várias frases como legenda de foto do Instagram.
 
Há um capitulo em que Ariane visita um antigo professor de Línguas na companhia de outros alunos que é baseado em um acontecimento real que o Carlos faz (ao menos uma vez no ano) e eu fui ficcionalizado no personagem chamado Lúcio. Foi bem legal ver alguns acontecimentos reais se tornando ficção. 

O autor usa pessoas comuns (mas que alcançam feitos grandiosos) na sua história (isso se repete no livro Quatro Estações - ainda por ser lançado) e, sinceramente, não me parece verossímil. Os personagens são muito idealizados. Sempre eruditos, cheios de referências literárias, poesia, música... Os pais da protagonista são de origem muito humilde mas são sempre sábios e sem falhas e se outros personagens "humildes" aparecerem na narrativa são totalmente limitados (linguisticamente pobres, se colocam como subservientes). 

Depois de ler dois livros do Carlos sinto que ele deveria abandonar esse cenário de São Paulo (comum mas extraordinária) e esses personagens alpinistas sociais e fazer uma obra mais filosófica. Com protagonistas acadêmicos onde o embate de ideias e toda essa erudição possa ser levado ao nível máximo (e não soar sintético). 

NOTA: 2/5
 
 
 


27 de out. de 2021

Playlist de chuva

2 de mar. de 2018

CURTA: Stranger Beasts

Se você era criança na década de noventa provavelmente vai lembrar do Tamagotchi, aquele bichinho virtual em 8bits que a gente tinha que dar de comer, exercitar, cuidar como um pet de verdade. No curta "Stranger Beasts", escrito e dirigido por Magali Barbé, o bichinho de estimação é levado a um outro nível com  a Realidade Aumentada em uma história digna de episódio da série Black Mirror (inclusive, Magali Barbé já trabalhou nos efeitos visuais de um episódio do show).


20 de ago. de 2016

American Horror Story: tema da sexta temporada é um mistério!

Começaram a ser liberados os teasers da sexta temporada de American Horror Story. Diferente das temporadas anteriores em que os teasers usavam a temática que a temporada iria tratar, o sexto ano traz vídeos sobre diversos tipos de medos. O próprio criador do show já disse que até o momento apenas um dos teasers revela o verdadeiro tema da nova temporada, os demais vídeos são para distrair os fãs.

Certo tempo atrás, o criador da série, Ryan Murphy, havia dito que o tema da nova temporada estava demorando a ser anunciado porque ele ainda não havia sido escolhido, na época ele estava trabalhando em duas possibilidades, ambas envolveriam crianças e que a dica do tema estava em todas as temporadas anteriores.

Os fãs estão em alvoroço e fazendo várias teorias sobre o que será a sexta temporada. Uma das possibilidades é que o sexto ano será uma continuação da primeira temporada com o "anticristo". Também está sendo cogitado a possibilidade da história se passar ao redor de Charles Manson e há boatos de que Lady Gaga, que entrou para o elenco na temporada anterior, iria interpretar um monstro, uma espécie de Fada do Dente demoníaca.

A curiosidade é grande, mas parece que o mistério só será solucionado no dia 14 de setembro, quando a temporada começar.












7 de ago. de 2016

Emerald City divulga posters dos personagens

A nova série do Tarsen Singh que faz uma reimaginação moderna do clássico livro O Mágico de Oz teve uma leva de poster com destaque nos personagens. 

Emerald City estreia em setembro e a primeira temporada terá dez episódios transmitidos pela NBC. Um trailer foi divulgado mas tirado do ar logo em seguida e deve ser postado novamente em breve.













2 de mai. de 2016

Nova série: Emerald City

O indiano Tarsem Singh é um dos meus diretores favoritos e me encantou desde seu primeiro filme The Cell (A Cela), em 2001. Começou sua carreira com clipes musicais e comerciais que ficaram bem famoso, desde cedo mostrando uma originalidade visual. O segundo filme que ele dirigiu, The Fall (no Brasil, Dublê de Anjo), se tornou o meu filme favorito. Depois ele fez Immortals (Imortais), que eu também adoro, fez também Mirror, Mirror (Espelho, Espelho Meu) e, mais recentemente, Self/Less (Sem Retorno).

Lembro que depois de The Fall eu sempre ficava desejando que ele fizesse mais filmes. Demorou, mas aos poucos ele foi fazendo coisa nova e agora, depois de cinco filmes, ele vai dirigir uma série de TV.


Desenvolvido para a NBC, Emerald City vai ser uma reimaginação das histórias do clássico O Mágico de Oz. Uma primeira temporada com 10 episódios já foi encomendada e tem previsão de estreia para setembro deste ano. As primeiras fotos já foram liberadas e mostra que o visual será marcante e mais "realista", evitando os exageros de computação gráfica (algo que Once Upon a Time deveria aprender).  

Tendo no elenco Adria Arjona (Dorothy), Oliver Jackson-Cohen (Espantalho), Ana Ularu (Bruxa do Oeste) e Vincent D'Onofrio (Oz), os dez episódios são dirigidos por Tarsem Singh.




24 de abr. de 2016

Playlist Musical Especial: Alemão!

Faz mais de um ano que não atualizo o blog. Dito isso, sigamos em frente! Estou voltando (e talvez não voltando por mais um ano porque a vida é essa incerteza) e a melhor forma de retornar, é com muita música.

Nesse ano que fiquei desaparecido (eu havia sido sequestrado pelos meus gatos e estava vivendo preso no porão tendo de me alimentar com restos de ratos que eles me traziam) eu comecei a estudar alemão (porque no cativeiro havia uma gramática de alemão e como eu tinha muito tempo sobrando e nada mais pra fazer entre as escassas refeições de pedaços de camundongos). Nisso eu acabei descobrindo muitas bandas que cantam em alemão e, inclusive, hoje em dia, as bandas que mais tenho ouvido são alemãs.

Fiz uma playlist com algumas das músicas que gosto. Não deu pra colocar todas porque seriam muitas (muitas mesmo) e ai ninguém ia ter muita paciência pra escutar (a não ser que seja sequestrado pelos meus gatos e não tenha nada mais pra fazer no cativeiro). 

Pra quem gosta de pop tem Feuerherz, que é tipo o One Direction alemão. O Cro tem dois álbuns muito bons que misturam rap/hip-hop e pop e ele é considerado tipo o Justin Bieber alemão (e que nunca tira a máscara de panda). O SIDO é tipo o Eminen alemão, ele é mais rap/hip-hop e tem uma discografia enorme e por isso eu não ouvi tudo (os singles são ótimos). Kraftklub tem um poprock que me faz lembrar Imagine Dragons ou One Republic e o Tonbandgerät é meio indie. As duas bandas têm dois álbuns que eu fico ouvindo num loop eterno, são ótimos. Juli é um poprock gostosinho, foi uma das primeiras bandas que eu gostei, já o Clueso tem um discografia até grande que no começo de carreira era mais voltado para o rap/hip-hop e depois foi ficando mais pop e hoje em dia ele me lembra um pouco o Justin Timberlake, ele também foi um dos primeiros cantores que me chamou a atenção.

O Salem II já até preparou o jantar
Agora é só dar o play e curtir. E eu vou voltar pro meu cativeiro porque nesse ano que passei refém dos gatos eu desenvolvi síndrome de Estocolmo e não consigo mais viver distante deles. Se eles me permitirem, voltarei a escrever com frequência aqui fazendo, especialmente, criticas de alguns filmes e séries alemães que tenho visto. Espero que em um futuro, não muito distante, eu consiga resenhar alguns livros em alemão também.

Logo abaixo do player tem a lista com o nome das canções, o artista e o álbum em que ela se encontra. Deixo só um aviso de que Gewinner do Clueso é diferente no álbum da versão do clip (uma diferença bem grande, a música ganhou uma produção totalmente nova para o vídeo). Auf Drei do Tonbandgerät também é diferente no álbum, mas é uma diferença mais sutil.


  1. Astronaut - Astronaut (Feat. Andreas Bourani) - VI
  2. Einmal um die Welt  - Cro - Raop
  3. Lasst mich rein, ich hör Musik  - Max Raabe -  Für Frauen ist das kein Problem
  4. Verdammt guter Tag - Feuerherz - Verdammt Guter Tag
  5. Insel - Juli - Insel
  6. Major Tom - Peter Schilling - The Different Story (World of Lust and Crime)
  7. Auf drei - Tonbandgerät -Heute ist fuer immer
  8. Schüsse in die Luft  - Kraftklub - In Schwarz
  9. Der Mond - Deichkind - Befehl Von Ganz Unten
  10. Lieder - Adel Tawil - Lieder
  11. Leuchtturm - KAIND (feat. YOUNOTUS) -  Leuchtturm EP
  12. Applaus, Applaus - Sportfreunde Stiller -  New York, Rio, Rosenheim
  13. Barfuß Am Klavier - AnnenMayKantereit - AMK
  14. iDisco - Farin Urlaub Racing Team - Faszination Weltraum
  15. Jungen Mädchen  - Hund am Strand -  Adieu Sweet Bahnhof
  16. Au Revoir - Mark Foster (feat SIDO) - Tape
  17. Unperfekt - Mateo - Unperfekt
  18. Gewinner - Clueso - So Sehr Dabei