Anúncios

31 de jan. de 2022

Pesado - Kiese Laymon

Quanto de nós é devido à nossa família e quanto de nós é apesar da nossa família. A família é nossa primeira comunidade e deveria ser o grupo que nos prepara para a introdução na sociedade. Nos informa dos comportamentos esperados, dos perigos a espreita e é o porto seguro em caso de ameaça. Ao menos assim deveria ser. 


Mas paternidade maternidade não vem com manual de instruções e muitos pais não tem os conhecimentos necessários e nem os recursos emocionais para conseguir lidar com os filhos. É certo que [a maioria] tenta fazer o melhor com o que tem. Mas e quando tentando fazer o melhor acabamos danificando as relações com os filhos e os traumatizando a um nível patológico em que anos de terapia será necessário para tentar sanar todos os machucados. 

Kiese Laymond nasceu no "Sul Profundo", no estado do Mississipi nos EUA. Um dos estados mais racistas do país, herança da história de escravidão e da Guerra Civil americana. E sendo um jovem negro e com obesidade mórbida e condições financeiras não-favoráveis, sua mãe, uma mulher com educação superior, mestrado e doutorado e muito consciente a realidade negra americana, tenta fazer o melhor para seu filho não se tornar mais um número nas terríveis estatísticas racistas do país. 

Em Pesado [Que no original tem  o subtítulo A memória de um americana], Kiese Laymon narra sua história em uma confissão para sua mãe. Revelando que o amor dos dois deixou muitas feridas.

- Acho que nós todos somos pessoas quebradas - eu disse. - Algumas pessoas quebradas fazem tudo o que está ao alcance delas para não quebrar outras pessoas. Se nós vamos ser pessoas quebradas, eu só fico aqui imaginando se poderíamos ser esse tipo de pessoas quebrada e também pedir ajuda sem acabar quebrando outras pessoas.

- desculpe pelo tanto que quebrei dentro de você - escutei você me dizer. 

- você não me quebrou - eu respondi. Você me ajudou a me construir. E eu ajudei você a se construir. Também podemos falar com mais sinceridade sobre essas construções. è o que eu estou falando, na verdade. É o que as pessoas fazem. 

p. 270

O título Pesado faz jus a história: é tanto sobre os problemas com a balança do protagonista quanto sobre as situações que ele viu e viveu: abusos sexuais, racismo, violência policial, preconceito... tudo isso narrado com uma linguagem visceral. Uma coisa que eu gostei muito foi como Kiese repete algumas estruturas durante a narração ["e ele riu, e riu, e riu, até que a risada acabou]. Em alguns momentos essa repetição de frases soa como uma promessa, uma suplica ou uma oração, de forma que deixa a narrativa realmente pesada.

Kiese teve uma mãe que sempre exigiu que ele fosse excelente, melhor que todos, porque só assim os brancos conseguiriam enxergá-lo como tolerável e digno de algum respeito. Assim, ela sempre o incentivou a escrever [revisar e reescrever] e usar a escrita como uma forma de tentar entender o mundo ao qual ele estava inserido. E quando se está preocupado em tentar fazer que seu filho não seja morto pela polícia, linchado pela comunidade branca entre outras ameaças, todo o resto é negligenciado. Afinal, em uma comunidade violenta, em uma vida miserável, cuidado básico é uma forma de amor. Tentar por comida dentro de casa é uma forma de amor. É um amor violento, talvez imperceptível quando o desejado é um toque de afeto, um cafuné, um beijo de boa noite... 


NOTA: 5/5

6 de jan. de 2022

De volta ao Santa Luz - Natan Caetano

 O segundo livro do ano também é escrito por um conhecido meu. Mais um dos livros que ficou um bom tempo esperando na estante até eu terminar de por os da TAG em dia. E agora acho que eu podia tê-lo lido antes porque foi uma leitura agradável e bem rápida. Me levou só três dias mesmo sendo consideravelmente grandinho. 


O livro se chama De Volta ao Santa Luz, escrito por Natan Caetano, e a história começa com Fernando indo a uma festa de confraternização de sua turma do colegial. O personagem é gay e demorou para se assumir e não teve uma boa relação com as pessoas da escola. Ao final da festa, voltando para casa, ele deseja voltar para a época de escola tendo o conhecimento sobre a vida que tem agora. E o desejo é concedido por uma estrela cadente. Na verdade esse primeiro capítulo é bem desnecessário para a obra de forma geral. No segundo capitulo Fernando acorda num dia de férias ainda com seus 15 anos: não existe nenhum estranhamento, ele não fica confuso. Tudo se resolve com ele tendo uma sensação de que teve um sonho. E a partir daqui vemos ele tendo algumas atitudes na escola diferente do que aconteceu na linha temporal original. 

Fernando decide peitar dois bad boys da escola. Se torna popular por isso e depois cai numa chantagem deles. A história é uma eco da história do Eric Effiong e Adam Groff no seriado Sex Education. Fernando se apaixona por Giovanni. O bad boy dá liberdades sexuais para Fernando e um romance fadado ao fracasso acontece. 

No nível de história, a narrativa não me diz nada. Não toca em nenhuma corda dentro de mim, não me parece original, não me ensina nenhuma lição, enfim, não dialoga comigo. Para adolescentes gays, para esse nicho bem específico, a história pode ser muito emocionante. Mas para esse público apenas. 

Nesse último ano li A Última Parada, da autora Casey Mcquiston. Fala sobre um casal lésbico de adolescentes se descobrindo. Mas o livro vai além disso. É uma ótima comédia com um panteão de personagens exóticos: drag queens, um grupo de jovens cada um com sua peculiaridade e estranheza. O absurdo da história em si: uma das garotas está presa na Linha Q do Metrô de Nova Iorque desde a década de 70 sem saber como acabou presa lá e sem lembranças do seu passado. E a história também se torna um romance de detetive. E é a falta de ser algo mais do que um romance gay que faz De Volta ao Santa Luz ser muito limitado.

No que a história se limita, ela se salva na forma de narrar do autor. É um texto bem fluido, conciso sem ser seco. Tem um ritmo muito agradável ao ponto de eu terminar as mais de 300 página em três dias sem nem sentir.  

NOTA : 3/5

4 de jan. de 2022

Doze homens em um ano - por Carlos Francisco de Morais

Como promessa de ano novo para 2022 eu decidi que vou escrever uma pequena crítica para cada livro que eu ler. Farei isso como uma forma de passar mais tempo com a obra, me ajuda a memorizar um pouco melhor a história e o registro servirá para consultas futuras caso necessário porque tem livros que eu li e me recordo um total de nada da história... 
 
Não tenho objetivo de fazer uma análise profunda pautada em textos teóricos cheias de referências e conexões dignos de serem referências de trabalhos acadêmicos. Farei alguns parágrafos totalmente baseados no meu sentimento naquele lugar e momento no tempo (portanto posso ser muito cruel ou muito afável com a obra dependendo do meu humor e essa opinião pode mudar com outra releitura em um momento diferente - com é normal em qualquer obra que a gente leia). 

Então caso você não concorde com o que eu escrever não leve para o lado pessoal. Divergências de opiniões é normal e eu adoraria que você, leitor deste blog, escrevesse um comentário apontando suas discordâncias (ou mesmo concordando também) e assim possamos ter um diálogo e talvez eu até veja a obra por outro ângulo e passe a gostar mais (ou menos). 


O primeiro livro do ano foi Doze homens em um ano, escrito por Carlos Francisco de Morais. Esse é o segundo livro que eu leio dele e já fica claro algumas características do autor: amor por São Paulo, personagens apaixonados por coisas "chic", com um repertórios de "cultura erudita", muita referência a música, pintura, teatro, etc.

Doze homens em um ano é narrado pela protagonista Ariane, uma jovem mulher negra bem-sucedida com uma empresa de perfume que vem de uma origem pobre mas que vence na vida. Acompanhando a vida da protagonista durante um ano do Réveillon de 2018 até o Réveillon de 2019. Nesse periodo vemos a relação dela com um homem diferente a cada mês.  A história é permeada por pornografia, com várias cenas de sexo (bem explicitas e narradas com muitos detalhes), contudo há homens na vida da personagem que não são objetos sexuais: seu pai, seu irmão, um professor de francês... mas o restante é tudo putaria. 

De forma geral o livro não me agradou. Como conheço o Carlos (foi meu professor do Curso de Letras) eu conheço muito da personalidade dele (que é bem peculiar) e muito do que ele escreve é permeado por suas preferências. Entretanto, a personalidade dele é uma exceção e em seus livros ela vira regra para todo mundo e isso faz a narrativa soar muito artificial.

E falando em soar artificial: a linguagem usada pela protagonista soa como um giz arranhando o quadro-negro pra mim. É muito perua com suas expressões (migxs), sua grafia estilizada (phyna) e vocabulário nem um pouco comum na fala (FDS para final de semana... se fosse em uma mensagem de texto, ok. Mas quem fala assim?). E intercalando com essa linguagem rasa temos momentos que beiram a narrativa poética (para mim fica extremamente bem definido quando é a Ariane falando e quando é o Carlos). Nesses momentos que a linguagem se torna mais rebuscada e trabalhado o livro fica muito bonito. Daria pra usar várias frases como legenda de foto do Instagram.
 
Há um capitulo em que Ariane visita um antigo professor de Línguas na companhia de outros alunos que é baseado em um acontecimento real que o Carlos faz (ao menos uma vez no ano) e eu fui ficcionalizado no personagem chamado Lúcio. Foi bem legal ver alguns acontecimentos reais se tornando ficção. 

O autor usa pessoas comuns (mas que alcançam feitos grandiosos) na sua história (isso se repete no livro Quatro Estações - ainda por ser lançado) e, sinceramente, não me parece verossímil. Os personagens são muito idealizados. Sempre eruditos, cheios de referências literárias, poesia, música... Os pais da protagonista são de origem muito humilde mas são sempre sábios e sem falhas e se outros personagens "humildes" aparecerem na narrativa são totalmente limitados (linguisticamente pobres, se colocam como subservientes). 

Depois de ler dois livros do Carlos sinto que ele deveria abandonar esse cenário de São Paulo (comum mas extraordinária) e esses personagens alpinistas sociais e fazer uma obra mais filosófica. Com protagonistas acadêmicos onde o embate de ideias e toda essa erudição possa ser levado ao nível máximo (e não soar sintético). 

NOTA: 2/5
 
 
 


27 de out. de 2021

Playlist de chuva

2 de mar. de 2018

CURTA: Stranger Beasts

Se você era criança na década de noventa provavelmente vai lembrar do Tamagotchi, aquele bichinho virtual em 8bits que a gente tinha que dar de comer, exercitar, cuidar como um pet de verdade. No curta "Stranger Beasts", escrito e dirigido por Magali Barbé, o bichinho de estimação é levado a um outro nível com  a Realidade Aumentada em uma história digna de episódio da série Black Mirror (inclusive, Magali Barbé já trabalhou nos efeitos visuais de um episódio do show).


20 de ago. de 2016

American Horror Story: tema da sexta temporada é um mistério!

Começaram a ser liberados os teasers da sexta temporada de American Horror Story. Diferente das temporadas anteriores em que os teasers usavam a temática que a temporada iria tratar, o sexto ano traz vídeos sobre diversos tipos de medos. O próprio criador do show já disse que até o momento apenas um dos teasers revela o verdadeiro tema da nova temporada, os demais vídeos são para distrair os fãs.

Certo tempo atrás, o criador da série, Ryan Murphy, havia dito que o tema da nova temporada estava demorando a ser anunciado porque ele ainda não havia sido escolhido, na época ele estava trabalhando em duas possibilidades, ambas envolveriam crianças e que a dica do tema estava em todas as temporadas anteriores.

Os fãs estão em alvoroço e fazendo várias teorias sobre o que será a sexta temporada. Uma das possibilidades é que o sexto ano será uma continuação da primeira temporada com o "anticristo". Também está sendo cogitado a possibilidade da história se passar ao redor de Charles Manson e há boatos de que Lady Gaga, que entrou para o elenco na temporada anterior, iria interpretar um monstro, uma espécie de Fada do Dente demoníaca.

A curiosidade é grande, mas parece que o mistério só será solucionado no dia 14 de setembro, quando a temporada começar.












7 de ago. de 2016

Emerald City divulga posters dos personagens

A nova série do Tarsen Singh que faz uma reimaginação moderna do clássico livro O Mágico de Oz teve uma leva de poster com destaque nos personagens. 

Emerald City estreia em setembro e a primeira temporada terá dez episódios transmitidos pela NBC. Um trailer foi divulgado mas tirado do ar logo em seguida e deve ser postado novamente em breve.













2 de mai. de 2016

Nova série: Emerald City

O indiano Tarsem Singh é um dos meus diretores favoritos e me encantou desde seu primeiro filme The Cell (A Cela), em 2001. Começou sua carreira com clipes musicais e comerciais que ficaram bem famoso, desde cedo mostrando uma originalidade visual. O segundo filme que ele dirigiu, The Fall (no Brasil, Dublê de Anjo), se tornou o meu filme favorito. Depois ele fez Immortals (Imortais), que eu também adoro, fez também Mirror, Mirror (Espelho, Espelho Meu) e, mais recentemente, Self/Less (Sem Retorno).

Lembro que depois de The Fall eu sempre ficava desejando que ele fizesse mais filmes. Demorou, mas aos poucos ele foi fazendo coisa nova e agora, depois de cinco filmes, ele vai dirigir uma série de TV.


Desenvolvido para a NBC, Emerald City vai ser uma reimaginação das histórias do clássico O Mágico de Oz. Uma primeira temporada com 10 episódios já foi encomendada e tem previsão de estreia para setembro deste ano. As primeiras fotos já foram liberadas e mostra que o visual será marcante e mais "realista", evitando os exageros de computação gráfica (algo que Once Upon a Time deveria aprender).  

Tendo no elenco Adria Arjona (Dorothy), Oliver Jackson-Cohen (Espantalho), Ana Ularu (Bruxa do Oeste) e Vincent D'Onofrio (Oz), os dez episódios são dirigidos por Tarsem Singh.




24 de abr. de 2016

Playlist Musical Especial: Alemão!

Faz mais de um ano que não atualizo o blog. Dito isso, sigamos em frente! Estou voltando (e talvez não voltando por mais um ano porque a vida é essa incerteza) e a melhor forma de retornar, é com muita música.

Nesse ano que fiquei desaparecido (eu havia sido sequestrado pelos meus gatos e estava vivendo preso no porão tendo de me alimentar com restos de ratos que eles me traziam) eu comecei a estudar alemão (porque no cativeiro havia uma gramática de alemão e como eu tinha muito tempo sobrando e nada mais pra fazer entre as escassas refeições de pedaços de camundongos). Nisso eu acabei descobrindo muitas bandas que cantam em alemão e, inclusive, hoje em dia, as bandas que mais tenho ouvido são alemãs.

Fiz uma playlist com algumas das músicas que gosto. Não deu pra colocar todas porque seriam muitas (muitas mesmo) e ai ninguém ia ter muita paciência pra escutar (a não ser que seja sequestrado pelos meus gatos e não tenha nada mais pra fazer no cativeiro). 

Pra quem gosta de pop tem Feuerherz, que é tipo o One Direction alemão. O Cro tem dois álbuns muito bons que misturam rap/hip-hop e pop e ele é considerado tipo o Justin Bieber alemão (e que nunca tira a máscara de panda). O SIDO é tipo o Eminen alemão, ele é mais rap/hip-hop e tem uma discografia enorme e por isso eu não ouvi tudo (os singles são ótimos). Kraftklub tem um poprock que me faz lembrar Imagine Dragons ou One Republic e o Tonbandgerät é meio indie. As duas bandas têm dois álbuns que eu fico ouvindo num loop eterno, são ótimos. Juli é um poprock gostosinho, foi uma das primeiras bandas que eu gostei, já o Clueso tem um discografia até grande que no começo de carreira era mais voltado para o rap/hip-hop e depois foi ficando mais pop e hoje em dia ele me lembra um pouco o Justin Timberlake, ele também foi um dos primeiros cantores que me chamou a atenção.

O Salem II já até preparou o jantar
Agora é só dar o play e curtir. E eu vou voltar pro meu cativeiro porque nesse ano que passei refém dos gatos eu desenvolvi síndrome de Estocolmo e não consigo mais viver distante deles. Se eles me permitirem, voltarei a escrever com frequência aqui fazendo, especialmente, criticas de alguns filmes e séries alemães que tenho visto. Espero que em um futuro, não muito distante, eu consiga resenhar alguns livros em alemão também.

Logo abaixo do player tem a lista com o nome das canções, o artista e o álbum em que ela se encontra. Deixo só um aviso de que Gewinner do Clueso é diferente no álbum da versão do clip (uma diferença bem grande, a música ganhou uma produção totalmente nova para o vídeo). Auf Drei do Tonbandgerät também é diferente no álbum, mas é uma diferença mais sutil.


  1. Astronaut - Astronaut (Feat. Andreas Bourani) - VI
  2. Einmal um die Welt  - Cro - Raop
  3. Lasst mich rein, ich hör Musik  - Max Raabe -  Für Frauen ist das kein Problem
  4. Verdammt guter Tag - Feuerherz - Verdammt Guter Tag
  5. Insel - Juli - Insel
  6. Major Tom - Peter Schilling - The Different Story (World of Lust and Crime)
  7. Auf drei - Tonbandgerät -Heute ist fuer immer
  8. Schüsse in die Luft  - Kraftklub - In Schwarz
  9. Der Mond - Deichkind - Befehl Von Ganz Unten
  10. Lieder - Adel Tawil - Lieder
  11. Leuchtturm - KAIND (feat. YOUNOTUS) -  Leuchtturm EP
  12. Applaus, Applaus - Sportfreunde Stiller -  New York, Rio, Rosenheim
  13. Barfuß Am Klavier - AnnenMayKantereit - AMK
  14. iDisco - Farin Urlaub Racing Team - Faszination Weltraum
  15. Jungen Mädchen  - Hund am Strand -  Adieu Sweet Bahnhof
  16. Au Revoir - Mark Foster (feat SIDO) - Tape
  17. Unperfekt - Mateo - Unperfekt
  18. Gewinner - Clueso - So Sehr Dabei

4 de mar. de 2015

SELF/LESS tem seu primeiro trailer

SELF/LESS, o novo filme de Tarsem Singh (A Cela; Dublê de Anjo; Imortais e Espelho; Espelho Meu) estrelado por Ryan Reynolds, finalmente ganhou seu primeiro trailer.

Na trama, Ben Kingsley interpreta um homem muito rico que está morrendo e então decide transferir sua consciência para um corpo jovem (interpretado por Ryan Reynolds) em um procedimento experimental que dá errado.

Depois de ser adiado por duas vezes, o filme tem data de estreia marcada para dia 31 de julho nos EUA.

18 de fev. de 2015

CRÍTICA: Constantine

Terminou a primeira temporada de Constantine, a nova série da emissora americana NBC, baseada no personagem criado por Alan Moore, John Constantine, da série de história em quadrinhos Hellblazer.

O personagem é bastante querido pelos fãs de histórias em quadrinhos e já havia ganhado uma adaptação para o cinema em 2005 estrelada por Keanu Reeves. Sua série de TV foi aguardada com ansiedade e as expectativas eram altas, mas será que o que foi entregue nas telinhas correspondeu às expectativas?


Preciso deixar claro que não li as HQs de Hellblazer, e ainda nem consegui ver o Constantine de figurante em A Saga do Monstro do Pântano, onde ele apareceu pela primeira vez. Então meu conhecimento sobre ele se baseia em leituras sobre o personagem e no filme de 2005.

Comecei a assistir a série quando ela já estava em seu 5° episódio e depois fui seguindo semanalmente. Logo nos primeiros episódios já senti uma certa fraqueza na produção que depois parece ter sido amenizada.

A caracterização do ator Matt Ryan como John Constantine é ótima, ele soube encarnar o detetive exorcista além de ter a aparência. Harold Perrineau como Manny tem um ar sobrenaturalmente assustador com as lentes de contato e é graças a ele que, no primeiro episódio, temos uma das cenas mais memoráveis de toda a temporada, com ele paralisando o tempo. A atuação no geral é boa. O elenco faz tudo direitinho, nada extraordinário como as atuações de American Horror Story, mas o próprio ritmo de Constantine não permite que os atores façam algo além do normal.

John Constantine foi um pioneiro do gênero nas história em quadrinhos em Hellblazer, um dos principais personagens do selo voltando ao público adulto Vertigo, da DC Comics. Entretanto, na TV, Constantine chega depois de mais de 30 anos depois de sua criação e nesse período muita coisa já foi feita nas telinhas.

É impossível não assistir Constantine sem comparar com Supernatural, da The CW e isso é o ponto mais fraco da série. Constantine parece um eco de Supernatural, tudo que que foi feito ali já havia aparecido em Supernatural, o que dá uma constante sensação de dejavu.

Apesar de lembrar uma sombra pálida de outros shows, existe momentos marcantes, a maioria protagonizado pelos anjos, como a já mencionada cena do primeiro episódio onde Manny para o tempo ou no sétimo episódio, intitulado "Blessed are the Damned", onde todas as cenas em que a anjo Imogen aparece são belíssimas, com menção honrosa para o figurino.

Acredito que para a série ganhar mais originalidade devia ter optado por um visual mais estilizado, cartunesco até, com cenários mais restritos, algo meio teatral e apelar um pouco para o absurdo, como na cena que ele conversa com um defunto, misturando o bizarro e o cômico.


 
Por fim, o futuro da série é incerto. O horário em que foi transmitida prejudicou bastante: na madrugada de sexta-feira. A recepção do público foi positiva enquanto a crítica especializada ficou dividida. Tudo indica que a série está "cancelada" com boatos de que será continuada por outra produtora sob o novo título de Hellblazer.

Constantine merece mais uma chance. Da metade pra frente da temporada a série estava encontrando seu ritmo e tom e começava a ganhar público. Se conseguirem combinar o tom sombrio com o humor sarcástico do personagem ainda pode sair muita coisa boa daí.

18 de jan. de 2015

Bates Motel: 3° temporada começa em março!

Foi divulgado um teaser trailer de Bates Motel. A série que conta a história da juventude de Norman Bates, personagem que ficou famoso em 1960 com o filme Psicose, de Alfred Hitchcock e baseado no livro de mesmo nome do autor  Robert Bloch.

A terceira temporada volta dia 9 de março.


4 de jan. de 2015

A música do π


Na matemática, o número π é uma proporção numérica que tem origem na relação entre o perímetro de uma circunferência e seu diâmetro; por outras palavras, se uma circunferência tem perímetro p e diâmetro d, então aquele número é igual a  p/d. É representado pela letra grega π. A letra grega π (lê-se: pi), foi adotada para o número a partir da palavra grega para perímetro, "περίμετρος", provavelmente por William Jones em 1706, e popularizada por Leonhard Euler alguns anos mais tarde. Outros nomes para esta constante são constante circular ou número de Ludolph.

A cantora britânica Kate Bush já havia cantado o π em uma música do álbum Aerial, de 2005 (quem quiser ouvir, basta clicar aqui), agora um artista teve a ideia de tocar o π! Ele "transcreveu" os números em notas e o resultado foi muito interessante. Apesar do vídeo ter pouco mais de dois minutos, a música do π poderia ser infinita sem se repetir nunca... seria uma música bem interessante. Você confere a música no player abaixo. Bem legal, não?



2 de jan. de 2015

Playlist da Semana #28

Final de semestre é uma correria, mas agora estou formado e é um ano novo. E nada melhor que começar o ano com muita música, não é mesmo?

A playlist de hoje foi feita ao longo dos últimos meses (sim, eu enrolei de novo, ok? Superem a minha procrastinação.), recolhendo músicas que fui descobrindo (ou redescobrindo) desde a última playlist.

Tem coisa antiga como Beatles e Kraftwerk e coisa nova como Iamamiwhoami e The Birthday Massacre. Tem coisa de filme (Jim Croce - Time In A Bottle, vi em X-Men: Days of Future Past) e coisa de série de TV (Life on Mars e Gods and Monsters, que vi em American Horror Story: Freak Show). 

No geral, tá uma playlist meio pra baixo... mas como disse, ela foi feita ao longo dos últimos meses. Se fosse feita hoje em dia, teria colocado só música dançante pra começarmos o ano quicando no calcanhar... 

Não coloquei a lista com o nome do artista e dá música lá em baixo porque ainda estou de férias então me deixem ser preguiçoso, ok?

No demais, é ano novo! Vamos arrebentar!

Playlist da Semana #23
Playlist da Semana #24
Playlist da Semana #25
Playlist da Semana #26
Playlist da Semana #27

25 de dez. de 2014

The 100

The 100 é uma série da The CW, baseada em um livro de  Kass Morgan, o primeiro de uma série (The 100; Day 21 e Homecoming).

A história é uma ficção científica onde, após uma guerra nuclear, um grupo de pessoas formou uma colônia no espaço, já que o planeta Terra não é mais habitável devido aos altos níveis de radiação. Após 97 anos essa colônia chamada A Arca está em um estado precário e não conseguirá sustentar mais a vida. Em um ato de desespero, os comandantes mandam cem prisioneiros considerados "dispensáveis" para a Terra, afim de averiguar se o planeta se tornou habitável novamente. Os Cem, não só descobrem que o planeta é habitável novamente, como eles não são os únicos no planeta...



Lembro que comecei a assistir a série porque estava sem nada pra fazer. Se tratando de série da The CW, já se pode esperar uma produção bem voltada para os adolescentes assim como os demais shows do canal, como The Vampire Diaries, Arrow, Beauty & the Beast, Flash, Reing. O que mais distoa um pouco na grade da emissora é Supernatural. E foi isso que The 100 mostrou na primeira temporada.

A premissa de The 100 é interessante, mas a execução, o enredo, não foi bem feito. Só não desisti de assistir porque sou daqueles que quando começa uma coisa não consegue parar na metade. Além de muitas leis da física ignoradas, a construção da maioria dos personagens não convence, o desenrolar dos eventos não tem consistência. Os Cem eram adolescentes que estavam presos por coisas simples, as vezes pelo simples fato de ter nascido (a Arca possui regras muito rígidas, uma delas é o controle de natalidade, onde os casais podiam ter apenas um filho), mas ao chegar na Terra, essas crianças se tornam uns rebeldes-terroristas sedentos de sangue e desordem, seguindo um líder que só tem atitudes sem o menor sentido.

Mas a série foi renovada para o segundo ano e 8 dos 16 episódios já foram transmitidos e, para minha surpresa, corrigiu tudo o que havia de errado na primeira temporada e elevou a história para outro patamar. 
Na segunda temporada, os que estavam na Arca conseguem vir para Terra (embora muitos morram na viagem) e descobrimos que existem vários "clãs" vivendo no planeta além dos que vieram do espaço. Muitas subtramas foram introduzidas, e as ações dos personagens ficaram mais coerentes, resultando num desenvolvimento mais convincente deles. 

O universo foi expandido, vários biomas são mostrados e cada um dos povos possui características diferentes, nota-se que cada um desenvolveu uma cultura diferente - o que dá mais verossimilhança. A produção ficou melhor: os figurinos, cenários, os efeitos visuais. Há momentos que dá pra lembrar que ali é o planeta Terra pós-guerra nuclear. 

Nem tudo são flores. Ainda existe várias falhas na história, a física parece ser esquecida em vários momentos e alguns absurdos, contudo, nada que você não possa fingir que não aconteceu e continuar assistindo. 

Pra quem quiser assistir alguma coisa nas férias, fica a dica: The 100. É só ter paciência para sobreviver à primeira temporada que a segunda faz valer a pena.

P.S.: Outra coisa legal na segunda temporada é que a série ganhou uma abertura (bem legal, a propósito).

CURTA: A Pequena Vendedora de Fósforos

Em comemoração ao Natal, lembrei desse curta dirigido por Martin de Thurah em parceria com a banda Sigur Rós, que é uma adaptação do conto A Pequena Vendedora de Fósforos, de  Hans Christian Andersen.

 A história se trata de sonhos e esperança de uma criança morrendo, e foi publicado pela primeira vez em 1845



Fonte: WIKIPEDIA

16 de out. de 2014

RESENHA: American Horror Story: Freak Show

Semana passada começou a nova temporada de American Horror Story. Diferente de The Walking Dead, que logo que o episódio saiu eu vim escrever uma resenha, para Freak Show eu esperei o segundo episódio sair para vir.

Em uma série de TV convencional, quando uma nova temporada estreia você já sabe mais ou menos o que esperar: você já conhece os personagens, já sabe como é cenografia, figurino, trilha sonora, já sabe do que os atores são capazes e tem até uma noção de como a história será. Mas American Horror Story não é uma série de TV convencional. Ela é uma série antológica: cada temporada é uma história nova, uma nova fotografia, trilha sonora, novos cenários e figurinos e os próprios atores estarão fazendo algo diferente. Em suma, cada temporada de American Horror Story é uma série única e por esse motivo hesitei em vir fazer a resenha de imediato justamente por ainda não ter uma opinião formada sobre a nova série (a.k.a. temporada).



A primeira temporada (em retrospecto chamada de Murder House) me prendeu. A segunda temporada, Asylum, elevou American Horror Story para o topo da minha lista de séries favoritas. Coven, a terceira temporada foi ótima em vários aspectos mas, em minha opinião, foi fraca em muitos outros.

Vou começar comentando sobre a sequencia de abertura. Desta vez a música tema recebeu uma nova mixagem, junto ao tema convencional foi acrescentado uma "música de carrossel". Ainda tenho pensamentos ambíguos sobre essa versão da música: ela tem o clima da temporada, mas a original tem uma pegada mais assustadora. Desta vez a abetura é feita em stop-motion e computação gráfica. Me lembrou um pouco o clip Insanity da banda Oingo Boingo. Sou mais tradicional e prefiro as partes em stop-motion, se a abertura fosse toda com essa técnica, sem o CG, o efeito teria sido muito mais forte. De início também a achei bastante sexualizada... mas depois de pensar um pouco, cheguei a conclusão de que American Horror Story tem essa conotação sexual em todas as temporadas. 

Freak Show parece ter pegado o que as temporadas anteriores tinham de melhor e costurar de forma coerente. Apesar de não ser claustrofóbica como Asylum, o quarto ano da série consegue ser pesado que nem ela. Usando trilha sonora de filmes de horror dos anos 50, as cenas sempre tem um clima pesado - as vezes isso chega a ser exagerado e em diálogos cotidianos a trilha sonora parece criar conflito aonde não tem. Em contra partida, Freak Show não abandonou a leveza que a temporada anterior tinha, até um certo humor ainda é presente e os espetáculos do circo ajudam a balancear o tom da série e tudo está orgânico. Você passa de uma sequência pesada para uma sequencia leve sem sentir uma ruptura (como eu sentia em Coven).

O que mais me incomodou em Coven era a história fragmentada. Alguns eventos aconteciam e eles não pareciam ter efeito na continuidade, não causavam consequencias. Alguém morria e os personagens não pareciam ser afetados por isso, parece que nem chegavam a ter conhecimento mesmo morando na mesma casa. Outro problema é que alguns personagens eram "esquecidos" em alguns episódios, os núcleos não cocatenavam. Parecia que os roteiristas tiveram uma porção de ideias e foram jogando elas no papel sem amarrar direito.

Freak Show não dá ponto sem nó. O show tem uma enorme quantidade de personagens, mas eles estão sendo apresentados aos poucos: no núcle principal fomos apresentados à Elza, Dimmy, Betty e Dot. Ao redor desses personagens orbitaram a Ethel Darling., Dandy e Gloria Mott e, por fim, o antagonista da temporada, o palhaço Twisty. No segundo episódio, foram apresentado Desiree Dupree e Dell Toledo. Mas a introdução desses novos personagens serviram para aprofundar os outros personagens que já haviam aparecido. A história está sendo desenvolvida de forma sólida, como uma coisa só e não como aquela história relaxada de Coven.

Uma coisa que está me incomodando um pouco é a ausência de flashbacks ou flashfowards. Todas as temporadas oscilaram entre "dois tempos": Murder House era no "presente" e tinha flashbacks no passado na casa. Asylum era no passado e tinha flashfowards no "presente" com o Bloody Face. Coven era no "presente" e tinha flashbacks no passado mostrando Leveau e Lalaurie. Freak Show até o momento apenas curtos flashbacks de coisas que aconteceram em semanas ou dias passados. Mas ao menos a história não se perdeu.

Da forma que está sendo feito, a curiosidade aumenta para saber sobre o que vai acontecer com os personagens e também o passado deles. Todos os personagens estão sendo construídos de forma a terem uma profundidade de abismo. Todos tem um lado bom e um lado ruim, tem seu lado freak e seu lado normal. O que aconteceu com Elza no passado? O que aconteceu com Twisty no passado? Sarah Paulson está incrível na caracterização de Betty e Dot - as gêmeas possuem personalidades distintas e ela retrata as duas de forma magistral.

O efeito visual na caracterização das irmãs está ótimo. No começo achei um pouco... estranho. É exatamente isso, ver duas cabeças em um corpo só causa estranheza dá um bug no cérebro e a gente chega a pensar que os efeitos estão ruins. Mas a verdade é que eles cumprem com o prometido de maneira bastante satisfatória.

Ainda preciso comentar sobre a fotografia e direção. Pela primeira vez as cores estão "vivas". Existe muita cor, muita luz, é um lado que a série ainda não havia explorado. A cenografia não foge muito do que se espera de um circo, mas a casa de socialite Gloria Mott é de tirar o fôlego. É um cenário visualmente requintado, amplo de uma forma a mostrar a fortuna da família Mott e, ao mesmo tempo, essa amplidão do cenário distancia os personagens reproduzindo a distância sentimental entre a mãe e o filho.

A direção do primeiro episódio coube ao Ryan Murphy (co-criador da série) e ele tem um estilo bastante... plástico. Ou melhor, cliché. O segundo episódio já é dirigido por Alfonso Gomez-Rejon, o diretor que mais se encaixa na direção da série (na minha humilde opinião). Rejon é ousado, movimenta a câmera livremente de maneira vertiginosa, escolhe ângulos incomuns, estiliza a iluminação, aproveita o cenário. Estou na torcida para que os demais episódios continuem sendo dirigidos por ele.

Freak Show está com todos os elementos para me fazer lembrar porque American horror Story está no topo de minhas séries favoritas. Estou ansioso no aguardo dos próximos episódios.

P.S.: De acordo com Ryan Murphy, nesses dois primeiros episódios já estão as dicas para o tema da sexta temporada. Hora de começar as especulações.

13 de out. de 2014

RESENHA: The Walking Dead - No Sanctuary

A série da AMC, The Walking Dead, retornou neste último domingo e bateu recorde de audiência, com 17,3 milhões de espectadores a quinta temporada chegou mostrando porque a cada ano que passa a audiência aumenta cada vez mais.



[CONTÉM SPOILERS]

Enquanto as temporadas anteriores tinham um lapso temporal entre elas, o primeiro episódio da quinta temporada, No Sancturary, começa exatamente onde o último episódio da temporada anterior havia parado e é ação do começo ao fim.

Na 4° temporada, os personagens são obrigados a sair da prisão onde estavam residindo e decidem ir ao Terminus, um local com promessas de segurança mas ao chegarem lá percebem que a promessa não era verdadeira, dando inicio ao arco das HQs com os caçadores e canibais. No Sanctuary toma uma direção diferente da HQ e não fica claro se a parte dos canibais vai se resumir apenas ao primeiro episódio ou se voltará no decorrer da temporada. De qualquer forma, é um início bastante tenso para o novo ano do show, inclusive uma espécie de easter egg para quem lê os quadrinhos - certamente quem lê os quadrinhos deve ter achado que Glenn iria conhecer Lucille antes da hora.

Com quase todos os personagens em um mesmo local o desenvolvimento deles poderia ficar comprometido, sem que cada um tivesse seu tempo em tela. Mas isso não aconteceu, os roteiristas foram felizes na decisão de mostrar todos personagens do Terminus como um só: O Grupo. Todos os personagens são uma célula de um organismo que é o todo. 

Enquanto isso, Tyreese é desenvolvido mostrando sua trajetória para superar um trauma (que eu não lembro o que causou e o episódio não se deu ao trabalho de recapitular). Mas a maior estrela é Carol. Carol não é mais a mulher frágil que apanhava do marido na primeira temporada, não é mais a mãe que chorava pela perda da filha da segunda temporada. Agora Carol é uma guerreira: luta, faz o que é preciso pra sobreviver. Sem dúvida ela é uma personagem que teve um ótimo desenvolvimento nesses 5 anos do programa. Beth ainda não apareceu e seu paradeiro é algo que todos estão ansiando saber.

The Walking Dead teve um bom retorno, um episódio bastante intenso - cheio de tensão e cheio de ação. Mas a série tem uma tendência de começar bem e depois estagnar em episódios cheios de enrolação para só mais para frente engatar de novo. Espero que desta vez todos os episódios consigam ser tão bons quanto o primeiro.

8 de out. de 2014

AHS: Freak Show videos mostram as aberrações

A nova temporada de American Horror Story começa hoje e durante a semana foram lançados vídeos mostrando as "aberrações", os atores com "deformidades" reais que compõem o elenco. Os depoimentos são bastante emotivos e inspiradores, são uma lição de superação contra uma sociedade que julga pelas aparências.


Rose Siggins

Mat Fraser


Erika Ervin

Jyoti Amge






3 de out. de 2014

Playlist da Semana #27

O blog voltou a ativa, aos poucos os acessos estão aumentando (obrigado pra quem visita o blog!) e o quadro Playlist da Semana continua firme e forte e chega a sua vigésima oitava edição. Dessa vez a playlist traz muitas canções de álbuns que foram lançados nesse quase-um-ano que as coisas ficaram paradas por aqui e tem uma ou outra antiga que foram descobertas a pouco tempo por mim. Lembrando que lá em baixo do post tem o nome do artista, álbum (os que eu sabia ou lembrava) e o nome da música, mas. Agora é só dar play e requebrar até o chão.

Playlist da Semana #22
Playlist da Semana #23
Playlist da Semana #24
Playlist da Semana #25
Playlist da Semana #26